Como tratar Tripofobia, medo de buracos
Hoje tem se ouvido falar muito em Tripofobia, você sabe o que é isso? Pois bem, tripofobia nada mais é que um transtorno psicológico, muito observado ultimamente, no qual a pessoa tem um medo irracional de imagens ou objetos que tenham buracos ou padrões irregulares, como favos de mel, agrupamento de buracos na pele, madeira, plantas ou esponjas, por exemplo.

Então, até parece brincadeira, mas quem sofre com essa fobia pode experimentar grandes transtornos, chegar até mesmo a ter um ataque de pânico, e isso só em observar uma imagem que mostre uma série de buracos repetitivos.

Pessoas que sofrem com esse transtorno, sentem repulsa em observar imagens de chocolate aerado, esponjas, ou outros objetos com conjuntos repetitivos de buracos, podendo causar enxaquecas, ataques, suores e crises de pânico.

Esse transtorno recebeu o nome de “tripofobia”, que é a junção do prefixo tripo (do grego trypo, que significa perfurar ou fazer buracos) com a palavra fobia (que vem do grego phóbos e significa medo).

De acordo com o site Wikipedia em sua página a respeito da Tripofobia (link), a condição consiste em um “tipo estranho de fobia e pode ser generalizada como um medo de padrões geométricos, especificamente, de padrões criados pela natureza”.

Acredite, até pouco tempo não se acreditava que a aversão a buracos pudesse ser uma fobia, na verdade, esse medo se popularizou pela quantidade significativa de pessoas que vem se manifestando na internet, é tão recente essa descoberta que essa fobia ainda nem foi listada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

No entanto, recentemente, um estudo realizado pelos cientistas Geoff Cole e Arnold Wilkins, ambos da Universidade de Essex, procurou explicar as origens desse medo.

A origem da fobia

Em estudos realizados para descobrir de onde vem o medo de buracos, os pesquisadores resolveram se basear nas imagens divulgadas no site Trypophobia.com. (Não ativo neste momento)

perna de Lula

 A partir daí, concluíram que não é exatamente dos buracos que as pessoas têm medo e sim da associação mental que elas fazem entre os buracos e um possível perigo. Então, Cole e Wilkins resolveram investigar mais profundamente o tipo de perigo que os portadores desse transtorno sentem.

Segundo o site que serviu de base para o estudo, os tripófobos sentem medo de agrupamentos de buracos na pele, carne, madeira, plantas, corais, esponjas, sementes e favos de mel, além de uma série de objetos que também não são tolerados por algumas pessoas com essa fobia.

Ainda, de acordo com o site, pessoas que sofrem com esse transtorno de tripofobia, podem apresentar reações como formigamentos, tremedeiras, coceiras e sentir náuseas ao se deparar com imagens inadequadas. Também foram registradas reações como salivação intensa, suor repentino e aumento do ritmo cardíaco.

E atenção, acredite, em casos extremos, algumas fotos que apresentem padrões geométricos com buracos podem até mesmo desencadear uma crise de pânico.

Com todas essas informações, os pesquisadores analisaram as imagens divulgadas no site para tentar entender o que, de fato, estaria desencadeando esse pavor. Eles concluíram, no entanto, que embora as imagens compartilhassem algumas características, elas não revelavam nenhum denominador comum.

Então, foi aí que um dos participantes da pesquisa revelou que imagens do polvo-de-anéis-azuis também desencadeavam seu medo.

A partir daí, foram mostradas ao participante outras imagens de animais venenosos e, então, se descobriu que eles causavam as mesmas reações. Ao analisar as imagens desses animais, o cientista descobriu que elas guardavam algumas semelhanças com as imagens do site.

Essas semelhanças entre as imagens levou Cole e Wilkins a concluírem que a tripofobia desencadeia um medo do perigo. Ou seja, esses buracos, ou apenas a imagem deles, estimulam “uma porção primitiva do cérebro que associa a imagem a algo perigoso”.

Geralmente, as pessoas são capazes de reconhecer situações em que não há qualquer perigo, mas para os que sofrem com a fobia, trata-se de um reflexo inconsciente que resulta em reações que não podem ser controladas.

O que causa a tripofobia

canos coloridos deitados
Então, de acordo com essa pesquisa feita recentemente, pessoas com tripofobia associam inconscientemente estes padrões a possíveis situações de perigo, sendo mais frequente com padrões criados pela natureza, e deve-se, principalmente, à semelhança desses buracos com a pele de animais venenosos, como cobras por exemplo, ou com vermes que causam doenças na pele, como calcanhar de maracujá.

Geralmente, as pessoas com tripofobia não conseguem distinguir situações em que há ou não perigo, tratando-se de um reflexo inconsciente que resulta em reações que não podem ser controladas.

Resumo, pessoas que sofrem de tripofobia, na verdade, associam esses padrões com buracos aos encontrados em animais venenosos, aí estaria a causa da fobia.

Principais sintomas

planta exotica com buracos
Bem, se você ao ver as imagens como sementes de lótus, favos de mel, bolhas, morangos ou crustáceos, apresentar sintomas como os que listaremos abaixo…hum, então, provavelmente, você é um tripófobo:

  • Enjoo;
  • Tremores;
  • Suores;
  • Nojo;
  • Choro;
  • Arrepios;
  • Desconforto;
  • Aumento do ritmo cardíaco;
  • Coceira e formigamento generalizados.

E atenção, em casos mais graves, a pessoa pode também sofrer ataques de pânico, devido a um nível extremo de ansiedade.

Como tratar Tripofobia

bolhas de sabão
Se você se descobriu um tripófobo, nada de pânico, pois existem várias formas de tratar essa fobia, sendo a terapia de exposição a forma mais eficaz. Pode até parecer assustadora, mas este tipo de terapia ajuda a pessoa a controlar o medo, mudando a sua resposta em relação ao objeto que o provoca, claro, devendo ser feito com muito cuidado para não provocar trauma.

Certamente, essa terapia deve ser feita com o auxílio de um profissional, no caso, um terapeuta, num consultório psicológico, através da exposição ao estímulo que provoca a fobia, indo de imagens provoquem menos aversão, até chegar nas que provocam mais desconforto na pessoa, de uma forma gradativa. Através do diálogo, o terapeuta usa técnicas de relaxamento, para que a pessoa enfrente o medo, até o desconforto diminuir por completo.

Caso a aversão seja muito intensa, a terapia pode ser combinada com outras técnicas para ajudar a reduzir a ansiedade e a tratar a tripofobia, como, por exemplo:

  • Tomar remédios (com supervisão, claro) para ajudar a reduzir a ansiedade e os sintomas de pânico, como beta-bloqueadores e sedativos;
  • Apostar em técnicas de relaxamento, como yoga, por exemplo;
  • Praticar exercícios físicos para reduzir a ansiedade.

Como já foi dito, tripofobia ainda não é reconhecida no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, mas alguns estudos comprovam que a tripofobia não só existe como provoca sintomas que condicionam a vida das pessoas.

Teste para saber se você tem tripofobia

criança com medo de buracos
Então, agora que você já sabe do que se trata a tripofobia, chegou a hora de saber se você também sofre desse transtorno. Por isso, vamos propor um teste, bem simples, se você se sentir mal ao olhar para as imagens abaixo, provavelmente, você é um tripofóbico. Vamos lá? Preparado? Respire fundo, então, e vamos ver se você resiste ao que vem pela frente:

comida contendo buracos

planta exotica com buracos
E aí, está fácil?
tipo de crustáceo com buracos

crustaeo com buracos
E agora?
pessoa com doença nos olhos

dedos com buracos

teste para ver se há buracos

E então, passou no teste ou descobriu ser mais um com essa fobia?