DiabetesEvitar a obesidade: a única forma de prevenir a Diabetes

Acumular gordura no abdômen ou ter corpo “maçã” é um risco para a saúde, já que não se trata apenas de excesso de peso, mas de um problema de distribuição de gordura que se aloja nos órgãos dentro da cavidade abdominal, o que se reflete em um excesso de tecido adiposo, relacionado com maior probabilidade para o desenvolvimento de problemas metabólicos, infarto do miocárdio e alterações nos níveis de colesterol e desenvolvimento de Diabetes.

O doutor Jorge Escobedo de la Peña, chefe da Unidade de Investigação em Epidemiologia Clínica do Hospital Geral Regional (HGR) número 1 “Carlos Mac Gregor Sanchez Navarro”, do Instituto Brasileiro do Seguro Social (INSS), observou que, no Brasil, a medida para saber a obesidade (abdominal) fornece a Federação Internacional de Diabetes. De acordo com este indicador, os homens devem ter, no máximo, 90 cm de cintura, as mulheres, 80 cm

Escobedo da Penha, também falou de um outro tipo de obesidade denominada robô ou o “corpo de pêra”, em que o excesso de gordura concentra-se principalmente na parte inferior do corpo, ou seja, no abdômen, coxas e pernas.

Os órgãos que ficam mais afetados são os rins, útero e da bexiga, e é provável que apareçam nas pernas, como varizes, inchaço, problemas circulatórios e cansaço excessivo. Ainda assim, é mais perigosa a obesidade abdominal, pois traz como consequência doenças crônico degenerativas.

Por sua parte, Martha Letícia Martínez Viveiros, coordenadora de Programas de Nutrição de Prevenção do SUS, disse que, com o fortalecimento de ações de promoção de alimentação adequada, consumo de água simples e prática diária de atividade física, o INSS combate sobrepeso, obesidade e suas complicações, o tempo de cumprir o Acordo Nacional para a Saúde Alimentar, Estratégia Contra o Sobrepeso e a Obesidade.

Destacou que as principais ações que se devem realizar para evitar a obesidade são: a prática de atividade física, o consumo de água simples, a redução do consumo de açúcar e gorduras lácteas em bebidas, o aumento no consumo de vegetais, frutas, leguminosas e cereais integrais, e a melhoria na tomada de decisões sobre uma dieta saudável.

A Nutrióloga Martínez Viveiros assinalou que embora pareça simples, o desafio é enorme e uma responsabilidade comprometida com a participação de todo o pessoal de saúde, um esforço institucional que também se leva para as escolas e empresas da área de responsabilidade do Instituto, com a equipe de saúde que frequenta as facilidades para levar o material informativo sobre alimentação e atividade física, bem como a realização de feiras de saúde, sessões educativas e campanhas nos meios de comunicação, com ações médicas preventivas e, até mesmo, de diagnóstico de doenças crônico degenerativas.

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